domingo, 9 de maio de 2010

As suas minhas decisões.

Como decidir qualquer coisa com SUA própria decisão 100% garantida? Desde escolher uma blusa em uma loja até se você deve perdoar a pior mentira do amor da sua vida você é influenciado por outros. Claro que o primeiro caso é mais banal, mas quem aqui nunca comprou uma blusa por insistência da vendedora de que essa peça foi feita para você? Tenho um dilema de escolha, vários na verdade, até bem mais importantes e cruciais, mais o dilema que quero dividir agora é uma escolha que todos terão de fazer.
A primeira coisa que se pergunta pra uma criança, a partir dos sete anos é: “O que você quer ser quando crescer?”. Há três tipos de repostas, ou ela diz que quer ser astronauta ou bailarina ou jogador de futebol nos fazem sorrir. Ou elas dizem: “quero ser igual papai ou mamãe!”, que arranca um sorriso de orgulho dos pais. Ou ela diz algo incentivado pelos pais, como quero ser medica. Pronto começou seus “problemas” a, a partir desse momento, com sete anos, uma mãe ou um pai cheio de orgulho decide o que seu filho ou filha vai ser.
E ai começa, leva no tio que é médico, mostra livros legais, deixa assistir programas médicos. O problema não é esse, até porque a criança gosta, o problema é que com sete anos não dá pra dizer se ela não vai gostar de outra coisa mais pra frente, como desenhar. Depois de todo esse incentivo, de aulas extras e tudo mais, essa filha ingrata começa a desenhar e pior a gostar! Agora você me diz, que culpa tem a criança, agora com 18 anos, ter aprendido a desenhar sozinha?
Essa mãe sem perceber foi cercando a filha, ela amava teatro, ganhava os melhores papeis, até de peças das outras turmas, a mãe notou, a mãe cortou. Ela gostava de escrever, ela gostava de jornalismo e atualidades, a mãe notou, a mãe cortou. Ela gostava de desenhar, seus vestidos eram lindos mesmo que não profissionais, a mãe notou, a mãe cortou. Ela não passa em nada, nem em uma faculdade fácil, ela esta frustrada, a mãe notou, a mãe gostou, ela vai ser medica. Ela se sente um nada.
Essa filha lê, acaba um livro de 300 páginas em um dia e a mãe fica orgulhosa, além de ser a única coisa ainda permitida, sua filha precisa ler muito pra ser médica. Essa mãe não percebe que sua filha lê tanto, tantos romances pra fugir da sua própria realidade, sua depressão.
Eu leio e me afundo mais, eu leio e me deixo mais de lado. É uma leitura sem saída, sem fim. E pra quem não entendeu, meu dilema é: Qual é o próximo livro que leio? ;)

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