segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fora com os Pingüins! Que venham os Hipopotamos!

É difícil soltar o passado, o deixar ir. É difícil se desapegar, mesmo que você não queira mais esse passado. Podemos demonstrar isso com o gesto de doar roupas, ou brinquedos, sempre ficamos mal, mesmo que a decisão tenha partido da gente, é difícil abrir mão de certa parte de você. Talvez não precisemos nos libertar totalmente desse passado, quem sabe a gente possa deixar um pedaçinho dele com a gente. Mesmo se esse passado que antes era mágico se tornou um pesadelo não quer dizer que devemos nos esquecer dele também. Meu coração e minha razão ficaram no passado, o que sobrou foram migalhas, assim como as migalhas dos sonhos, dos planos, das vontades, mais mesmo assim, me apego com afinco a esse passado que já fez mal a muita gente. Meus dedos seguram nele com toda minha força, e ao mesmo tempo meus braços se esticam para afastá-lo de meu corpo. Quero expulsar de mim todas as lembranças ruins, mais é tão difícil separá-las das boas, ou talvez seja difícil SEPARA-LAS. È preciso uma vontade descomunal só para querer me separar delas, é preciso uma vontade ainda maior pra manter essa decisão. É ainda pior proferir tal vontade, e consegue ser pior torná-la verdade. Esse passado que faz parte de mim, mesmo me machucando já se alojou na minha vida, no meu coração, no meu cérebro. É horrível ter que decidir se essas lembranças me destroem ou se me livrar delas ira me destruir. Consigo ter coragem, consigo ter fé, consigo ter forças, mais não consigo concretizar essa vontade. Eu não entendo porque, faltava tão pouco, falta pouco, mais sempre volto atrás. Poderia ser tão simples, fechar os olhos e ir, eu queria ter a coragem dos pingüins, que pulam no mar completamente gelado e nadam por kilometros pra chegarem no seu destino. Eles pulam sem pensar, eles têm coragem, eles conseguem se libertar. Um dia eu vou conseguir pular na água gelada deixando o que me faz mal pra trás, um dia eu vou ter coragem de me separar de tudo, um dia eu vou ser um pingüim.
Se bem que pingüins fazem escolhas eternas.
E eu? Eu quero ter o prazer masoquista de errar e voltar a trás pra sofrer de novo!
É a vida não?
SOU UM HIPOPOTAMO!

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